Poesia

Pequena preta pálida
De periclitantes pestanas pretas
E purpúreos pedaços de pele
Que perjuram perigosas preces,
Pediste-me palavra poética
Que, por ética, decidi postergar.
Posto que sou poeta,
Poetinha peralta pitoresco
Perfurante de pétreos peitos,
Procurei com perícia peripécia
Perimétricas palavras pouco prosaicas
Para, neste poema, poder pintar.
Peguei pedaço de papel,
Pena de pato perfeito pincel,
E, P'ela santa de terras do mar,
Premente, me pus a poetizar.
Ismael Alexandrino
Ao som de 'Samba de um nota só' - Tom Jobim
Degustando Café Preto do Dr. Petrus Silva
Imagem: 'A negra' - Tarsila do Amaral
4 comentários:
Show de aliteração!
Lembrou-me "vozes veladas veludosas vozes...", de Cruz e Souza.
Gostei "Eymael"! :)
VAleu pela homenagem do café. Abraços.
Muito lindo seu poema, mas as explicações foram ainda melhores, se é que isso é possível :***
Ismael!
Só hoje vi seus comentários no meu blog. Você deixou ainda mais feliz o meu dia!
Voltei a postar e sinta-se como um dos "culpados" por isso! Hehe.
Já sou fã do seu, um dos meus favoritos, você sabe. Agora, mais ainda!
Beijones! :*
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