Poesia

De tantas, única.
De lembranças, poucas;
De esperanças, tantas!
E os sonhos, então?
Devaneios insanos, diriam.
Mas, e daí?
Pouco importa
Impressões parcas,
Percepções remotas,
O balbuciar de um coração desapontado.
Mas coração de poeta
– Menina que passa –
É brincalhão:
Desapontamento
Vira gracejo
Subterfúgio
Desassossego maior
Motivo
Paixão.
Os olhos,
As argolas,
O sorriso doce,
O balanço do cabelo,
O desfilar sutil dos quadris
Sobre duas esbeltas colunas,
“A coisa mais linda que já vi passar...”
Ah!, Marias ...
São tantas! – bem sei.
Gordas
Magras
Ruivas
Pardas
Negras
Amarelas
Santas
Demoníacas
E até angelicais.
Bendita sóis vós entre as mulheres,
Maria,
Maria bela,
Marieta,
Mariinha,
Maria...
Etérea, digna de ser amada.
Carnal, para sempre desejada.
Ismael Alexandrino
De lembranças, poucas;
De esperanças, tantas!
E os sonhos, então?
Devaneios insanos, diriam.
Mas, e daí?
Pouco importa
Impressões parcas,
Percepções remotas,
O balbuciar de um coração desapontado.
Mas coração de poeta
– Menina que passa –
É brincalhão:
Desapontamento
Vira gracejo
Subterfúgio
Desassossego maior
Motivo
Paixão.
Os olhos,
As argolas,
O sorriso doce,
O balanço do cabelo,
O desfilar sutil dos quadris
Sobre duas esbeltas colunas,
“A coisa mais linda que já vi passar...”
Ah!, Marias ...
São tantas! – bem sei.
Gordas
Magras
Ruivas
Pardas
Negras
Amarelas
Santas
Demoníacas
E até angelicais.
Bendita sóis vós entre as mulheres,
Maria,
Maria bela,
Marieta,
Mariinha,
Maria...
Etérea, digna de ser amada.
Carnal, para sempre desejada.
Ismael Alexandrino
Ao som de 'Eu sei que vou te amar' - Vinícius de Moraes
Degustando Purê de Batata
Imagem: 'A mão que balança a rosa' - Marcelo F. Silva
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